quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Tio de La Mina

Em viagem feita por parte da América do Sul em 2012, o professor de História Alain Leonel esteve em Oruro, na Bolívia, onde visitou centenárias minas subterrâneas e fez as fotos aqui postadas do enigmático "Tio de La Mina", um ser sobrenatural da cultura popular boliviana, que protege ou pode causar a morte de mineiros que não ofertem as oferendas que a fantástica imagem/entidade aprecia, como: folhas de coca (tradicionalmente utilizadas pelos mineradores, ancestrais de povos indígenas dos Andes), cigarros e álcool, e em troca, "El Tio" recompensa com minério ( os espanhois, no período colonial, retiraram em toneladas e mais tonelas...) em abundância aos trabalhadores. Cássio Marcelo de O. Alves.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Xilogravuras.

A técnica de xilogravura possui provavelmente, origem na China antiga, se difundindo no período medieval e chegando ao Brasil através das grandes navegações portuguesas e se desenvolvendo popularmente através da literatura de cordel na Região Nordeste do país. No caso das xilos aqui postadas, eu, sabendo que o Museu da Gravura de Curitiba, localizando-se no Solar do Barão oferece cursos desta técnica, resolvi me aventurar no aprendizado dessa arte de impressão tão notável, e com a instrução inicial de Andreia Las me arrisquei nos primeiros entalhes... Cássio Marcelo de O. Alves.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tirinha, cinema e revolução.

Ultimamente tenho realizado uma compilação de quadrinhos que de uma maneira ou outra trata sobre cinema, e remexendo em algumas pastas a procura de documentos, me deparei com a tirinha acima (clique na imagem para obter melhor resolução). Originalmente publicada na Ilustrada da Folha de SP, Laerte faz uma homenagem irônica com uma das obras seminais da história do cinema soviético e mundial: a antológica cena sequencial da Escadaria de Odessa, no revolucionário “Encouraçado Potemkin” (1925) do não menos revolucionário Sergei Eisenstein. Cineasta de primazia indiscutível, Eisenstein foi (e é) essencial para a consolidação da linguagem cinematográfica universal. Nas imagens que postei para acompanhar o quadrinho, fica a dica para pesquisar as variações dos cartazes realizados pelo gênio das artes gráficas Rodchenko. Cássio Marcelo de Oliveira Alves com colaboração de Iago Selem Alves.

sábado, 8 de setembro de 2012

Tempo Glauber



 Tempos atrás, julho de 2001, fui a um congresso da ANPUH (Associação Nacional de História) ocorrido na UFF (Universidade Federal Fluminense) e como de praxe fui vender camisetas além de prestigiar algumas palestras e apresentar uma comunicação, porém, existia algo que para mim era muito importante: visitar o Tempo Glauber. Primeiramente tratei de descobrir a localização, liguei no serviço de informações e consegui o número do telefone, rapidamente telefonei e fui atendido por uma voz tranquila, pausada, demonstrando preocupação relacionada se eu possivelmente teria achado os documentos que essa senhora havia perdido (assaltaram a Mãe de Glauber Rocha nas ruas do Rio de Janeiro) essa senhora que me atendeu era Dona Lúcia Rocha (responsável por colocar no mundo um dos maiores cineastas do século XX) comentei que não se tratava disso e que eu queria imensamente conhecer o espaço (Tempo Glauber), ela me relatou que o local estava em reformas mas por eu ter vindo de longe abriria uma exceção, me explicou onde ficava e a partir de então fui fazer um tour pela cidade maravilhosa.
 Chegando lá, toquei a campainha e fui recebido por ela, D. Lúcia, sempre muito atenciosa, me apresentou o espaço (que à época não estava tão organizado como hoje. Ver www.tempoglauber.com.br ) e ainda me presenteou com um livro contendo o roteiro de um filme que seu filho nunca havia realizado “Senhor dos Navegantes” (se não me engano, o primeiro roteiro de Glauber Rocha). Após essa visita inicial retornaria ao “Tempo” em outras duas ocasiões, na terceira vez acompanhado da amiga Rachel Coelho, que seguindo o tino jornalístico, levou máquina fotográfica e fez essas fotos que seguem acima. Nesse dia, mais uma vez D. Lúcia nos atendeu com primazia, dando-nos a oportunidade de assistir obras do gênio (na época em VHS) no cinema do espaço, (que exclusividade!).
Essa é mais uma história com uma mãe baiana.
Cássio Marcelo de Oliveira Alves.



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Arraiá da Anita.


 Acima vemos duas fotos de Erly Welton Ricci que está em caravana pelo Brasil realizando cobertura de festas populares, e a festança em questão é o Arraiá da Anita  "por causa da rua e da história de Anita Garibaldi, que já fazemos um link com o bloco pré carnavalesco "Garibaldis e Sacis"  ( artistas associados).
O Arraiá da Anita é uma festa junina que acontece no Largo da Ordem, respeitando todos os elementos de uma boa festa junina, como sendo: Os três santos juninos num altar e estandartes: São João, São Pedro e Santo Antônio. Comidas e decoração típicas" (Márcia Costa), regadas a musicalidade do côco, forró e cacuriá.
 Cássio Marcelo de O. Alves.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Carta da mãe do Raulzito.


A carta acima, com a caligrafia um pouco tremidinha, me foi respondida por ninguém menos que Dª Maria Eugênia Seixas, e se o sobrenome “Seixas” remete a algum nome famoso, você, caro e cara leitores (as), estão certos (as). Essa carta foi-me escrita pela mãe do Raul. Como consegui isso é uma história tão insólita quanto à realização da correspondência, pois, quando eu tinha por volta dos 14 anos eu era (e em certa medida ainda sou) um fã incondicional de Raul Seixas, tinha de tudo, quadros, todos os discos de vinil, biografias, broches, etc, etc... E em uma tarde inspirada, (isso no começo dos anos 1990) resolvo descobrir o endereço da mãe do Raul, fiz tudo por telefone público, discando no 102. Próximo passo foi escrever pra ela, e eu na minha inocência de adolescente pedi fotos, ou qualquer objeto relacionado ao homem que nascera há 10 mil anos atrás, ela, claro, negou, mas de uma forma muito educada como vocês poderão ler na carta (clicar na imagem para obter melhor resolução).

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O fim de um era?

A partir de agora o “Cineclube Navegantes” vai passar por reformulações, devido a eu estar residindo no Paraná (como publicado neste blog em 10/04/2012), e por conta disso, o blog passará a se chamar Cine Art & História, além de, aos poucos ir ganhando uma nova "cara",  trata-se de uma publicação voltada a assuntos relacionados (como menciona o título) à sétima arte, artes em geral e história. Assim que se decidirem quais rumos o projeto de exibição em Aripuanã irá tomar, outro blog informativo (Cine Navegantes) voltará a publicar notícias sobre a atividade cineclubista  na cidade. De antemão agradeço todo o apoio recebido, digo que sinto imensa saudade do cineclube e, se ocorrer, por conta do destino, retornarei à Aripuanã.
Cássio Marcelo de Oliveira Alves.