quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tirinha, cinema e revolução.

Ultimamente tenho realizado uma compilação de quadrinhos que de uma maneira ou outra trata sobre cinema, e remexendo em algumas pastas a procura de documentos, me deparei com a tirinha acima (clique na imagem para obter melhor resolução). Originalmente publicada na Ilustrada da Folha de SP, Laerte faz uma homenagem irônica com uma das obras seminais da história do cinema soviético e mundial: a antológica cena sequencial da Escadaria de Odessa, no revolucionário “Encouraçado Potemkin” (1925) do não menos revolucionário Sergei Eisenstein. Cineasta de primazia indiscutível, Eisenstein foi (e é) essencial para a consolidação da linguagem cinematográfica universal. Nas imagens que postei para acompanhar o quadrinho, fica a dica para pesquisar as variações dos cartazes realizados pelo gênio das artes gráficas Rodchenko. Cássio Marcelo de Oliveira Alves com colaboração de Iago Selem Alves.

sábado, 8 de setembro de 2012

Tempo Glauber



 Tempos atrás, julho de 2001, fui a um congresso da ANPUH (Associação Nacional de História) ocorrido na UFF (Universidade Federal Fluminense) e como de praxe fui vender camisetas além de prestigiar algumas palestras e apresentar uma comunicação, porém, existia algo que para mim era muito importante: visitar o Tempo Glauber. Primeiramente tratei de descobrir a localização, liguei no serviço de informações e consegui o número do telefone, rapidamente telefonei e fui atendido por uma voz tranquila, pausada, demonstrando preocupação relacionada se eu possivelmente teria achado os documentos que essa senhora havia perdido (assaltaram a Mãe de Glauber Rocha nas ruas do Rio de Janeiro) essa senhora que me atendeu era Dona Lúcia Rocha (responsável por colocar no mundo um dos maiores cineastas do século XX) comentei que não se tratava disso e que eu queria imensamente conhecer o espaço (Tempo Glauber), ela me relatou que o local estava em reformas mas por eu ter vindo de longe abriria uma exceção, me explicou onde ficava e a partir de então fui fazer um tour pela cidade maravilhosa.
 Chegando lá, toquei a campainha e fui recebido por ela, D. Lúcia, sempre muito atenciosa, me apresentou o espaço (que à época não estava tão organizado como hoje. Ver www.tempoglauber.com.br ) e ainda me presenteou com um livro contendo o roteiro de um filme que seu filho nunca havia realizado “Senhor dos Navegantes” (se não me engano, o primeiro roteiro de Glauber Rocha). Após essa visita inicial retornaria ao “Tempo” em outras duas ocasiões, na terceira vez acompanhado da amiga Rachel Coelho, que seguindo o tino jornalístico, levou máquina fotográfica e fez essas fotos que seguem acima. Nesse dia, mais uma vez D. Lúcia nos atendeu com primazia, dando-nos a oportunidade de assistir obras do gênio (na época em VHS) no cinema do espaço, (que exclusividade!).
Essa é mais uma história com uma mãe baiana.
Cássio Marcelo de Oliveira Alves.



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Arraiá da Anita.


 Acima vemos duas fotos de Erly Welton Ricci que está em caravana pelo Brasil realizando cobertura de festas populares, e a festança em questão é o Arraiá da Anita  "por causa da rua e da história de Anita Garibaldi, que já fazemos um link com o bloco pré carnavalesco "Garibaldis e Sacis"  ( artistas associados).
O Arraiá da Anita é uma festa junina que acontece no Largo da Ordem, respeitando todos os elementos de uma boa festa junina, como sendo: Os três santos juninos num altar e estandartes: São João, São Pedro e Santo Antônio. Comidas e decoração típicas" (Márcia Costa), regadas a musicalidade do côco, forró e cacuriá.
 Cássio Marcelo de O. Alves.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Carta da mãe do Raulzito.


A carta acima, com a caligrafia um pouco tremidinha, me foi respondida por ninguém menos que Dª Maria Eugênia Seixas, e se o sobrenome “Seixas” remete a algum nome famoso, você, caro e cara leitores (as), estão certos (as). Essa carta foi-me escrita pela mãe do Raul. Como consegui isso é uma história tão insólita quanto à realização da correspondência, pois, quando eu tinha por volta dos 14 anos eu era (e em certa medida ainda sou) um fã incondicional de Raul Seixas, tinha de tudo, quadros, todos os discos de vinil, biografias, broches, etc, etc... E em uma tarde inspirada, (isso no começo dos anos 1990) resolvo descobrir o endereço da mãe do Raul, fiz tudo por telefone público, discando no 102. Próximo passo foi escrever pra ela, e eu na minha inocência de adolescente pedi fotos, ou qualquer objeto relacionado ao homem que nascera há 10 mil anos atrás, ela, claro, negou, mas de uma forma muito educada como vocês poderão ler na carta (clicar na imagem para obter melhor resolução).

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O fim de um era?

A partir de agora o “Cineclube Navegantes” vai passar por reformulações, devido a eu estar residindo no Paraná (como publicado neste blog em 10/04/2012), e por conta disso, o blog passará a se chamar Cine Art & História, além de, aos poucos ir ganhando uma nova "cara",  trata-se de uma publicação voltada a assuntos relacionados (como menciona o título) à sétima arte, artes em geral e história. Assim que se decidirem quais rumos o projeto de exibição em Aripuanã irá tomar, outro blog informativo (Cine Navegantes) voltará a publicar notícias sobre a atividade cineclubista  na cidade. De antemão agradeço todo o apoio recebido, digo que sinto imensa saudade do cineclube e, se ocorrer, por conta do destino, retornarei à Aripuanã.
Cássio Marcelo de Oliveira Alves.


terça-feira, 10 de julho de 2012

Cinema, cartum e o gênero terror.

 Adão Iturrusgarai é um dos maiores expoentes da “atual” safra de cartunistas brasileiros e pela segunda ocasião publico no blog um cartum de sua autoria (a outra foi em 14/10/2011). A tirinha (Ilustrada, Folha de São Paulo, 05/06/2012) aborda com certa comicidade, provável diálogo entre cinéfilos sobre um dos mais enigmáticos atores a interpretar e imortalizar o conde Drácula no cinema: Bela Lugosi.
Com sua voz inconfundivelmente cavernosa, Bela Lugosi ao lado do pioneiro Max Schreck no antológico Nosferatu, filme de F. W. Murnau, (clássico expressionista do cinema mudo alemão realizado em 1922) deu continuidade, imortalizando de uma vez por todas a lenda do vampiro na telona.
O cartum retrata bem as palavras de alguns críticos que dizem que Bela Lugosi devido a incorporação tão perfeita do personagem teria sido “ator de um só papel”, afirmação que não é toda irreal, pois foi com esse personagem que Lugosi foi alçado ao estrelato e sempre será lembrado, mesmo realizando outros trabalhos antes e depois da clássica interpretação vampiresca.                                                          Aqui no Brasil também se pode citar um caso parecido ao que a tirinha retrata; o genial José Mojica Marins que criou (criador e criatura se confundem) um dos personagens mais conhecidos da cultura popular tupiniquim (dentro e fora do cinema) o lendário Zé do Caixão. Autodidata, Mojica fez cinema na raça, (leia a biografia “Maldito” de André Barcinski e Ivan Finotti) “sem conhecer” - reforço: Mojica é um gênio! - academicismos teóricos, realizou obras esteticamente relevantes para a linguagem cinematográfica contemporânea.
Cássio Marcelo de Oliveira Alves.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Acima vemos uma foto do já citado MON  e uma escultura de Brennand, percebe-se em uma panorâmica a integração com o grande olho e mais abaixo detalhes da cobra que quer abocanhar a gigante escultura do velho Oscar. (Foto: Cássio Marcelo de O. Alves).