quinta-feira, 10 de abril de 2014

Sessão de 17/4

O Projeto Cine Clube do Canelão – Mais Educação tem o prazer em exibir, na próxima quinta, 17/4 mais uma sessão especial de curtas metragens brasileiros, os(as) estudantes participantes (e todos(as) que estiverem afim) vão assistir: Pajerama, Ícarus e Frankestein Punk em mais uma demonstração pública da qualidade da produção cinematográfica nacional. (Atenção: esta sessão poderá ser antecipada para terça feira, 15/4).

Pajerama

Gênero: Animação
Subgênero: Aventura, Infanto-juvenil
Diretor: Leonardo Cadaval
Duração: 9 min. Ano: 2008. Formato: 35mm
País: Brasil. Local de Produção: SP
Cor: Colorido
Sinopse: Um índio é pego numa torrente de experiências estranhas, revelando mistérios de tempo e espaço.

Ícarus
Gênero: Animação
Subgênero: Infantil
Diretor: Victor-Hugo Borges
Duração: 11 min. Ano: 2007. Formato: 35mm
País: Brasil. Local de Produção: SP
Cor: Colorido
Sinopse: Ícarus é curta-metragem de animação em 3D, cujo visual é baseado em contos infantis. Fala sobre Ícarus, um garoto de 4 anos que vive numa grande cidade e se sente só, pois seus pais trabalham muito.

Frankestein Punk
Direção: Eliana Fonseca, Cao Hamburger
Gênero: Animação
Origem: Brasil
Duração: 12 minutos
Tipo: Curta-metragem
Sinopse: Animação com bonecos e massa de modelar que conta a história de Frank, uma criatura diferente, resultado das experiências do Dr. Sinistrus. Nascido ao som de 'Singing in the rain', a partir daí seu destino é caminhar em busca da felicidade, sem entender que isso o levaria a assustar as pessoas. Mas, e sempre haverá um 'mas', eis que a alegria de vida renasce ao som dos mesmos acordes que o fizeram um ser assustadoramente bonito. Uma obra icônica da produção brasileira dos anos de 1980.

Sessão de 10/4

A sessão de 10/4 do Projeto Cine Clube do Canelão – Mais Educação exibiu mais uma série de curtas metragens da recente produção cinematográfica brasileira, os(as) participantes assistiram Historietas Assombradas (Para Crianças Mal Criadas), Leonel Pé De Vento e O Imaginante Quarto Da Vovó. Mais uma sessão que mostrou a ótima qualidade do cinema contemporâneo nacional no formato de curta metragem.

Sinopse dos filmes

Historietas Assombradas (Para Crianças Mal Criadas)
Gênero: Animação
Subgênero: Terror, Infanto-juvenil
Diretor: Victor-Hugo Borges
Duração: 15 min. Ano: 2005. Formato: 35mm
País: Brasil. Local de Produção: SP
Cor: Colorido
Sinopse: Três histórias que sua avó não contou, senão você ia fazer xixi na cama.

Leonel Pé de Vento
Direção: Jair Giacomini
Estado: RS
Formato:35mm
Categoria: animação
Duração: 15 min.
Ano: 2006
Sinopse: Leonel nasceu pé-de-vento e por isso vive isolado. Quando Mariana se aproxima dele, os dois descobrem a importância da amizade e da convivência com as diferenças.

O Imaginante Quarto Da Vovó
Direção: Marcela Arantes
Estado: São Paulo
Formato: Vídeo HD
Categoria: Ficção
Duração: 16’
Ano: 2009
Sinopse: Thiago, de 9 anos, adora ouvir as histórias de sua avó. Mas a saúde dela piora e a avó já não pode mais contar histórias. Entre seres mágicos e situações inusitadas, o menino terá que lidar com a situação.
Prof. Cássio Marcelo de O. Alves.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ecos da Guerra Fria (dois filmes).

Aproveitando os acontecimentos (tensos) que envolvem Rússia e Ucrânia em disputa pela região da Crimeia, inevitavelmente evocando os tempos da Guerra Fria (Crise dos Mísseis), lembro-me de dois filmes que nos remetem ao período histórico do “Breve Século XX” (ver Eric Hobsbawm-A Era dos Extremos) em que o mundo viveu sob uma ordem bipolar entre EUA X URSS.
Quando criança, nutria determinado grau (desnecessário talvez) de pavor com a possibilidade de que pudesse ocorrer (em meados dos anos 1980) uma guerra nuclear, pavor este, alimentado por imagens de ataques atômicos que víamos no domingo a noite no Fantástico, e para “ajudar”, me recordo de ter assistido com meu Pai ao filme “The Day After” - “O Dia Seguinte”-, película Estadunidense rodado no ano de 1983 e dirigido por Nicholas Meyer, (portanto, já no rumo final da União Soviética) em que um ataque nuclear ocorre entre as duas superpotências, independentemente da propaganda anti soviética norte-americana (por sinal muito comum naquele período), o filme mostra como seria a destruição do mundo por bombas atômicas, isso me incomodou por muito tempo, e até hoje vejo esta obra com certo grau de assombro.
Não há como deixar de citar um dos meus diretores prediletos, Stanley Kubrick e o primordial “Dr. Fantástico” - “Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb” (algo como: “Dr. Strangelove . Como Aprendi a Parar de Amar a Bomba”. Baseado no romance Red Alert de Peter Bryant, esta genial (pra variar) obra “Kubrickiana” trata a possibilidade de uma hecatombe nuclear de maneira satírica e com humor nada habitual para o período (ainda mais para os brios dos republicanos yankes), lembrando que o filme foi feito em parceria entre EUA/Inglaterra.
Aqui cabe uma nota sobre o que sempre pensei a respeito da cinematografia “Kubrickiana”: percebam a capacidade genial de Stanley Kubrick em tirar do papel e passar para o cinema obras literárias...
Cássio Marcelo de Oliveira Alves.

Sessão de 27/3.

O Cineclube Canelão Mais Educação estreou timidamente, porém, os(as) alunos(as) puderam ter uma singela (mas não menos emocionante) ideia de como a produção do cinema de curta metragem no Brasil possui uma história relevante. O fato curioso é que a turma participante teve a oportunidade de assistir obras que estão intimamente relacionadas a vivência rural (os(as) estudantes vivem na área rural de Itaperuçu), pois os curtas exibidos, mesmo sendo de diferentes épocas, de uma forma ou de outra retratam o meio camponês. Os filmes “Calango Lengo-Morte e Vida Sem Ver Água”, “Tem Boi no Trilho” e “A Velha a Fiar” são nítidos exemplos da qualidade da produção de curtas metragens no país.
Prof. Cássio Marcelo de Oliveira Alves.

Sessão de 3/4 (Cine Canelão Mais Educação).

Os filmes do dia
Os filmes a serem exibidos na próxima sessão do Cine Canelão - Mais Educação que ocorrerá na próxima quinta feira 3 de Abril, contemplará mais uma sessão de curtas metragens apaixonantes. Vamos assistir “O Homem que Bota Ovo”, “Na Pista do Apito” e “Malasartes Vai à Feira”.
Sinopse dos curtas metragens

O Homem Que Bota Ovo:
(MG, 2006, FIC, 13min. Direção: Rafael Conde )
“O sapateiro Bonifácio e sua mulher, Suely, moram em uma cidadezinha do interior mineiro. Bonifácio adora a esposa e confia nela totalmente. Um dia, porém, ele encontra um amigo que lhe assegura que mulheres não conseguem guardar segredos. Bonifácio acha isso um desaforo, mas acaba aceitando a sugestão do amigo: contar um segredo para a esposa e esperar para ver…
Uma obra que retrata a confiança sobre um segredo contado que não deve ser espalhado”.

Na Pista do Apito (Amolador)
(SP, 2008. Ficção. 13min. Direção: Daniel Michalany
“Felipe, um menino de 9 anos, vive um dia de aventuras na grande cidade em busca de um amolador ambulante para afiar a tesoura de estimação de sua mãe”.

Malasartes Vai à Feira
(RJ, 2004, FIC, 12min. Dir. Eduardo Goldstein)
“Numa feira no interior de Minas, o lendário Pedro Malasartes tenta encher a barriga, nem que para isso precise cozinhar uma bela sopa de pedra”.

Cássio Marcelo de Oliveira Alves.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Cineclube do Canelão

O Cineclube do Canelão, através do "Mais Educação" se trata de um Projeto voltado para o setor de audiovisual que possui a intenção de, no decorrer de 2014, realizar no município de Itaperuçu, na localidade do Canelão (área rural) a oportunidade de exibição de filmes voltados ao cinema nacional e de outros países, abrangendo um estilo de cinema que saia do padrão meramente comercial da indústria cinematográfica hollywoodiana a que estamos tão habituados a assistir todos os dias nos canais de TV aberta. Propiciando o encontro do público com os mais variados filmes da produção cinematográfica brasileira e mundial, visando o estabelecimento contínuo de um circuito próprio de exibição no colégio e assim que for oportuno, (se possível) organizar uma extensão do projeto para as localidades vizinhas, divulgando com isso o nome dos apoiadores e realizadores do Projeto, entre os quais podem se destacar o Governo Federal / Ministério da Cultura, Secretaria de Educação e Colégio do Campo Nª Senhora das Graças, através das políticas de fomento do audiovisual.
Precedendo cada sessão, o filme pré-selecionado da tarde, contará com breves comentários do debatedor do Projeto (será explicado: sinopse, ficha técnica, aspectos da História do Cinema, e temas relacionados ao filme) preparando o público presente para o que vão assistir, despertando e instigando a curiosidade, sem elucidar e interferir na compreensão da atração a ser vista pelos espectadores(as). Ao término da projeção, o comentarista pretende, estimulando os(as) presentes, desenvolver o hábito do livre debate entre os(as) participantes, criando nos cidadãos, -alunos(as)- o interesse por este tipo de filmografia, filmes que despertem a curiosidade e atenção da plateia.
No transcorrer do projeto, se pretende exibir, os mais variados gêneros da História do cinema brasileiro e mundial, tais como: Épico, Drama, Comédia, Aventura, Faroeste, Ficção Científica, Animação, Suspense, Terror, Terrir, Documentários, entre outros, nos formatos de longa, média e curtas metragens, realizando mostras temáticas (cinema e futebol, cangaço, urbanidade, questão indígena, ditadura militar, etc) bem como as principais correntes cinematográficas existentes, respeitando a classificação indicativa que será previamente anunciada no processo de divulgação das sessões.
OBJETIVOS

- proporcionar novas formas e opções de lazer na cidade, um lazer cultural;
- estimular o interesse da comunidade no que se refere à Sétima Arte;
- mostrar o audiovisual como ferramenta de compreensão da realidade;
- aproximar a população do Cinema como forma de expressão popular;
- divulgar os nomes das partes envolvidas como fomentadores de práticas culturais.

Filmes do dia.

A sessão de estreia do cine Clube do Canelão será com três curtas metragens excepcionais, os participantes do projeto Mais Educação vão assistir Tem Boi no Trilho, A Velha a Fiar e Calango Lengo, Morte e Vida Sem Ver Água.
Esta primeira sessão cineclubista vai mostrar a variedade do cinema brasileiro no formato de curta metragem em diversas épocas e estilos fílmicos.

Calango Lengo, Morte e vida sem Ver Água.
Calango Lengo, nordestino, tem que cumprir seu destino, sem ter o que pôr no prato. Na seca não há outra sorte: viver fugindo da morte, como foge o rato do gato.
Direção: Fernando Miller
Estado: SP
Formato: 35mm
Categoria: animação
Duração: 10′ min.
Ano: 2008

Tem Boi no Trilho
Um bezerro abandona a boiada, atraído pelo trem que passa pelo sertão em seca. O Vaqueiro, ao perseguir o boizinho, acaba levando-o de encontro à locomotiva. O que parecia ser um trágico desastre, porém, cede lugar a um final inesperado.
Um filme de animação sensível, para todos os públicos.
Duração: 6 min e 0 seg.
Ano: 1986.Gênero: Animação. Direção: Marcos Magalhães.

A Velha a Fiar
Velha a Fiar é um curta-metragem brasileiro de 1964 dirigido por Humberto Mauro, com a música popular homônima cantada pelo Trio Irakytan. Uma joia do cinema brasileiro, esse curta-metragem chegou a ser considerado pelos críticos como um dos primeiros videoclipes do mundo. Humberto Mauro, ao não conseguir colocar uma mulher para fazer o papel da velha, colocou seu amigo Mateus Colaço para fazê-lo.
A Velha Fiar, é um grande exemplo de como a montagem (hoje, edição) é importante no cinema.
Gênero: Ficção. Duração: 6 min e 0 seg.
Ano: 1964

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Banco Clandestino de Ossos e a Antropofagia no Cinema (três filmes).

Recentemente, a polícia do Paraná atuando através do Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa), fechou um banco de ossos que atuava de maneira clandestina na cidade de Londrina-PR, e pelas investigações, a macabra apreensão era utilizada em enxertos odontológicos e ortopédicos. E o que isso tem haver com a sétima arte? Tal pergunta me pipocou à cabeça quando associei a notícia acima a três obras fílmicas que, de uma maneira ou outra, tratam do ser humano comendo, deglutindo, devorando, saboreando, outro da sua espécie, ou seja, rituais de canibalismo. Daí lembrei da célebre fala de Zé do Caixão no longa (se não me engano) “A Meia Noite Levarei Sua Alma” de 1964 em que o personagem brada: “Hoje eu como carne nem que seja de gente”, de tão indignado que estava com a proibição de se comer carne na sexta-feira santa, ele profere, tomado por fúria, esta herética e blasfêmica máxima.
Outra obra que me veio à mente foi “Os Sobreviventes dos Andes” (Dir. René Cardona Jr) de 1976, filme baseado no livro do sobrevivente Fernando Parrado que narra a história de um fato verídico ocorrido na Cordilheira dos Andes em outubro de 1972, quando o avião que transportava a equipe de rúgbi uruguaia, rumando de Montevidéu para Santiago, e devido ao mau tempo se choca contra uma montanha, ficando meses perdido no meio do imenso deserto de gelo andino, enfrentando temperaturas muito abaixo de zero. Resultado: acabando o que restava de comida da aeronave e as tiras de couro de peças das bagagens que serviam de alimento, os sobreviventes se viram obrigados a fatiar ''filés'' dos colegas e “fritá-los'' ao gelo e sol para sobreviverem à absoluta escassez de comida, e parte sobreviveu durante longos 72 dias até serem resgatados, relatando, posteriormente, todos os fatos ocorridos a incrédulos espectadores de todo mundo, obrigando a surgir uma ampla discussão sobre os tabus humanos.
Para finalizar, fazendo uma ode ao tema, não poderia de deixar de citar o apaixonante cinema do mestre Nelson Pereira dos Santos com o delicioso título da película de 1971 “Como Era Gostoso o Meu Francês”, inspirado no relato de Hans Staden, o filme conta a saga de um aventureiro francês que acaba ficando em território Tupinambá após um embate entre portugueses e franceses em 1594 , sendo confundido com um português (inimigos dos Tupinambás-que por sinal eram aliados dos franceses), acaba sendo devorado em um ritual antropofágico.
Cássio Marcelo de O.Alves